Sexta, 25 de Abril de 2014
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Grupos de reflexão: um jeito dinâmico de evangelizar

Desde o Vaticano lI, a Bíblia, que sempre foi fundamental para a Igreja, foi ocupando cada vez mais espaço na família, nos grupos de reflexão e nas pequenas comunidades.

Grande incentivo para a difusão da Bíblia nos veio tam­bém da Pontifícia Comissão Bíblica, que, ao publicar o docu­mento "Interpretação da Bíblia na Igreja", afirma que o interesse pela Bíblia aumentou entre os católicos e favoreceu o progresso da vida cristã (cf. Interpretação da Bíblia na Igreja. p. 33.). O mesmo texto continua destacando que "as Escrituras ocuparam os mo­mentos importantes de renovação na vida da Igreja, desde o movi­mento monástico dos primeiros séculos até a época recente do Con­cílio Vaticano II" (Interpretação da Bíblia na Igreja. p. 119).

Movida pelo desejo de crescimento na fé bíblica, a Igreja no Brasil desenvolveu toda uma prática de leitura e reflexão da Bíblia que muito contribui para o sustento da fé e da caminhada das pessoas. Círculos bíblicos, grupos de reflexão, grupos de rua são alguns sinais dessa presença viva da Bíblia no meio do povo, formas criativas de tornar mais próxima a Palavra da Escritura. São também maneiras de atingir gente que não costuma ir à Igreja e que, participando dessas atividades, descobre uma rica mensagem para a vida. Aliás, foi assim, na chamada "Igreja nas casas", que se formaram as primeiras comunidades, sementes de expansão do cristianismo.

Cada vez é mais notável a leitura orante da Bíblia e da vida, nos pequenos grupos, "igrejas domésticas" (LG 30; CIC 1655). Ela contribui também para uma maior liberdade de ex­pressão, diálogo e comunhão com as culturas e religiões.

O Documento da coleção de estudos da CNBB, "Crescer na leitura da Bíblia" n° 152, alerta para a formação dos agen­tes multiplicadores afirmando que: "É bom que haja agentes pre­parados para dinamizar o trabalho de cada grupo, mas esses agen­tes devem respeitar a sabedoria popular e não se transformarem em professores que pensam pelo povo”. (Estudos da CNBB, n° 86).

Os Círculos Bíblicos ou Grupo de Reflexão, espalhados pelo país, são como sementes que jogadas na terra assumem a missão de nascer, crescer e produzir. São um meio eficaz de evangelização, uma forma pedagógica e catequética de se lidar com a Bíblia.

O Papa João Paulo II, em sua Encíclica, Redemptoris Missio, afirma que estes grupos são "como centros de formação e irra­diação missionária. Trata-se de grupos de cristãos em nível fami­liar ou de ambientes restritos, que se encontram para a oração, a leitura da Sagrada Escritura, a catequese, para a partilha dos problemas humanos e eclesiais, em vista de um compromisso comum. Eles são um sinal de vitalidade da Igreja, instrumento de formação e evangelização, um ponto de partida válido para uma nova sociedade, fundada na civilização do amor" (RM n° 51).

Ao falar da responsabilidade missionária da Igreja, o Papa lembra que "tudo quanto, no início do Cristianismo, se fez pela missão universal, conserva ainda hoje, sua vitalidade e urgência. A Igreja é, por sua natureza, missionária, porque o mandato de Cristo não é algo de contingente e exterior, mas atinge o pró­prio coração da Igreja" (RM n)° 62.

Missão e Desafio dos Agentes Multiplicadores

Uma das características dos Círculos Bíblicos e dos Gru­pos de Reflexão, é a de ser uma "Igreja" que vai ao encontro das pessoas, de casa em casa. O cristianismo nascente apresenta a "Casa" como espaço privilegiado de evangelização. A casa é o lugar do encontro, da experiência com Jesus que nos leva a missão (Mt 8, 14; Lc 10,38; Lc 19,5). A casa era lugar da celebra­ção da Ceia, memória e vida (Lc 22, 11-12; Mt 26, 18). A casa era também lugar do ensinamento (Mt 13 36; Mc 16, 14; At 1, 13- 14; 2, 1.42-47; 16, 14-15.32-34; 18 7- 8; 20,20).

Um dos grandes desafios para a ação evangelizadora é ir ao encontro das pessoas. Jesus percorria todas as cidades e al­deias (Mt 9,35), ia às casas e sinagogas para anunciar a Boa No­tícia da misericórdia de Deus (Mc 8,40-42.49-55).

A experiência com Jesus Cristo é fundamental para que alguém se torne missionário. Os animadores dos grupos são portadores de uma "Grande e Boa Notícia". Não é uma notícia qualquer, mas a Notícia da Boa Nova do Evangelho. Lembra­-nos o Papa João Paulo II que “o anúncio é animado pela fé que gera entusiasmo e ardor missionário" (RM n° 45). Daí a impor­tância de os cristãos leigos descobrirem este jeito dinâmico e prazeroso de evangelizar e de ir ao encontro das pessoas.

Só esperar que as pessoas venham a nós significa empobrecer o espaço da missão. Mesmo entre os que não frequen­tam a Igreja há uma grande valorização da Palavra da Bíblia. As­sim, o estudo do Evangelho nas casas ou em outros locais tem condições de incluir gente que não faz parte do grupo dos cha­mados católicos praticantes, desde que, é claro, se saiba acolher essas pessoas e dialogar com elas sem pressões constrangedo­ras.

Os Círculos Bíblicos seriam, então, um grande espaço que possibilita o encontro de mais pessoas com a mensagem cristã.

 

 

 

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